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A HISTÓRIA DA SBDG E SEU IMPACTO PARA UM BRASIL MELHOR

O mundo é uma constante em suas transformações

Para falar um pouco de nossa história e seus impactos para este país, rapidamente vale listarmos as principais mudanças eram a década de 70 e os dias atuais.

Vocês as conhecem e este é um convite para mergulharmos nestas transformações para entendermos com mais profundidade porque as vivências, matéria prima dos trabalhos e programas da SBDG são essenciais e serão cada vez mais nesta cruzada que se chama o século XXI.

Globalização

A globalização transformou as relações de trabalho, permitindo que empresas expandissem suas operações para diferentes países, criando cadeias de suprimentos globais e aumentando a concorrência. A expatriação se tornou uma oportunidade de carreira. Muito mais pessoas tiveram acesso a intercâmbio com outras universidades, a dependência econômica ficou mais latente e exposta e, com isto, um desafio para as lideranças pensarem estrategicamente em seus negócios, interdependências, novos entrantes e como maximizar lucro e de forma sustentável.

Tecnologia

A revolução digital mudou drasticamente o local de trabalho, com a automação substituindo muitos empregos manuais e rotineiros, enquanto criava-se oportunidades em setores como tecnologia da informação, inteligência artificial e análise de dados. Uma equação onde desenhar um plano de carreira linear e previsível passou a não ter espaço mais. A forma de pensar, simplificar processos e olhar o mundo através de aplicativos se tornou uma constante. A interação humana passa a ser muitas vezes por rápidas mensagens em celulares. Um outro aspecto é esta tecnologia ligada a saúde. Estamos vivendo mais e cada vez mais. As relações no trabalho misturam-se várias gerações, cada qual com uma pauta baseada em valores que se modificam acompanhando a esteira do mundo.

Flexibilidade

Houve um aumento na demanda por flexibilidade no local de trabalho, com mais empresas oferecendo opções de trabalho remoto, horários flexíveis e modelos de contrato flexíveis, como trabalho temporário e freelancing. A relação de trabalho muda para além do regime CLT, embora os vínculos de confiança, justamente por esta razão, sejam ainda mais necessários. A gestão de pessoas passou a ter como base resultados e não mais o cartão de ponto, por assim dizer. Promoções passaram a olhar para critérios de meritocracia e não mais por tempo de casa. De um dia para o outro, a vida de milhares de pessoas mudou e há, talvez um pouco velado, um receio advindo desta globalização, tecnologia que nos exige uma flexibilidade até então nunca solicitada, testada, vivenciada.

Equilíbrio entre vida profissional e pessoal

Passamos de recursos humanos a sermos funcionários, colaboradores, parceiros entre tantas denominações. O mundo do trabalho se fundiu à vida pessoal. Se antes era pedido que você, ao entrar na “firma” deixasse seus problemas de lado, hoje há uma abertura para falarmos sobre nossas vulnerabilidades e buscarmos e negociarmos mais. As pessoas têm procurado por um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, levando as empresas a adotar políticas mais favoráveis, como licença parental remunerada, tempo de folga flexível e programas de bem-estar no local de trabalho, cesta de benefício flexível entre outros.

Diversidade e inclusão

Houve um aumento no reconhecimento da importância da diversidade e inclusão no local de trabalho, com empresas implementando políticas e programas para promover a igualdade de oportunidades e criar ambientes de trabalho mais inclusivos. No que confere a esta primeira pauta, avançamos muito. Quando temos um ambiente diverso precisamos estar abertos à opinião do outro. E o que acontece com você ao se deparar com determinado grupo? Com um time completamente diferente de você, na forma de falar, trabalhar, no entendimento do que é compromisso e responsabilidade. Claramente, mas não só aqui, a Formação em Desenvolvimento dos Grupos passa a ser essencial no exercício da liderança, engajamento e influência. Ela trabalha 100% no desenvolvimento de competências socioemocionais que o mundo passou a demandar fortemente, quando ganhamos, de certa forma, mais liberdade, e os outros também.

Economia do compartilhamento

O surgimento da economia do compartilhamento e a popularidade de plataformas de gig economy transformaram a natureza do emprego, com mais pessoas buscando oportunidades de trabalho temporário, freelancing e empreendedorismo. Muitas vezes pela dinâmica do mundo e riscos de carreira, passamos a ter 2 ou 3 fontes de renda, 2 ou 3 dinâmicas diferentes de atuação e construção de relações em nosso dia a dia profissional. Se antes alguém mandava e havia uma obediência explicita, hoje precisamos expor nossos pontos de vista, ouvirmos os dos demais e encontrarmos um caminho viável nem para mim ou para você, mas para a sustentabilidade do negócio & organização.

Legislação trabalhista

As leis trabalhistas também mudaram ao longo do tempo para refletir as novas realidades do mercado de trabalho, com regulamentações sendo atualizadas para lidar com questões como trabalho remoto, proteção de dados e direitos dos trabalhadores temporários. Quando precisamos recorrer às leis, é porque o vínculo de confiança há muito se foi. Portanto cada vez mais precisamos desenvolver habilidades que, em caso de uma demissão, você como uma liderança consiga se preparar e fazê-la de uma forma respeitosa ou humanizada, termo um pouco mais recente, e o(a) profissional não ter uma surpresa neste momento tão delicado.

A finitude

Ela está no subconsciente de cada um de nós. Após a pandemia isto ficou mais claro, o amanhã pode não existir. Ele já estava presente na nossa história. Na década de 80 enfrentamos a AIDS, onde pela primeira vez mais fortemente aqui no Brasil, vimos jovens partirem em pouquíssimo tempo. Tivemos as Torres Gêmeas e as sucessivas guerras que nos espantam e nos trazem a clareza de que poucas coisas estão em nossas mãos. Este sentimento, o da finitude, muda o comportamento de todos nós, a maneira como queremos viver, experimentar, mudar, trabalhar, amar entre outros tantos verbos. Isto gera mais uma complexidade na gestão de times, equipes que pela sua diversidade étnica ou geracional, demandam por um olhar único e, ao mesmo tempo, temos o desafio de somar este imenso caleidoscópio.

Década de 70

Então, quando olhamos para nossa fundação, em 1977, quando imaginávamos contribuir fortemente com o Brasil por considerar a formação em desenvolvimento dos grupos fator crítico e, portanto, essencial, para que inúmeros profissionais, por meio de suas respectivas carreiras, tivessem uma intervenção positiva em seu meio no exercício da sua liderança, fosse ela individual, de equipes ou de múltiplos times, temos clareza de que acertamos. Não só por uma avaliação interna, mas pelos depoimentos de inúmeros alunos que listam a transformação como um dos elementos mais marcantes deste programa.

Chegamos ao século XXI com mais de 5.000 alunos formados, um orgulho para aqueles que, bravamente permearam um caminho árduo em um país que, naquele momento, caminhava distante da prática da escuta, do autoconhecimento, de um novo olhar sobre o mundo e para as relações humanas, aqui mais especificamente iremos nos concentrar no mundo do trabalho.

Na década de 70, as habilidades técnicas específicas, para uma determinada profissão, eram altamente valorizadas. Por exemplo, conhecimento em máquinas industriais, habilidades de mecânica, eletrônica ou habilidades de escrita manual eram essenciais, dependendo do campo de trabalho.  Vamos nos lembrar que estávamos vivendo o Milagre Econômico e para aproveitar estes bons ventos se fazia necessário uma mão de obra qualificada.

As lideranças vinham de um momento de forte hierarquia e autoridade. Líderes com posturas mais paternalistas exercendo o controle sobre seus subordinados, veja a palavra usada, e esperando obediência em troca. Alguns jargões da época: 

“ele manda prender e manda soltar”.

“obedece quem tem juízo”.

E estas relações, como vimos no início deste texto, irão mudar.

E é a coragem de um grupo de pessoas para colocar em prática este propósito, palavra que muito recentemente ganhou espaço, começou um ano antes, em 1976 o psicólogo Doralicio Siqueira Filho, após ter participado como palestrante em evento de Estudantes de Psicologia, lançou o 1.º ERPO – Encontro Regional de Psicologia Organizacional em outubro daquele ano em Porto Alegre. Neste evento dentre os vários palestrantes, estava a escritora Fela Moscovici que proferiu uma conferência sobre Desenvolvimento Interpessoal, sensibilizando vários participantes do evento para realizarem uma formação de Coordenadores de grupos.

Este 1.º Grupo de Formação de Coordenadores em Dinâmica Interpessoal do Sul do Brasil iniciou-se em 1977 por meio de um trabalho intenso de Doralício e de pessoas que acreditaram nesta possibilidade.  A coordenação foi de Fela Moscovici. Após concluída esta jornada, houve o primeiro Encontro de Supervisão de grupos.

Década de 80

A década de 80 é considerada economicamente a nossa década perdida.  Entretanto, de grandes movimentos políticos. Vamos aos do Brasil.

  • Transição e Contestação: o Brasil passou por um período de transição política e social, com um aumento da contestação e do ativismo.
  • As lideranças começaram a ser desafiadas a serem mais transparentes, participativas e responsivas às demandas da sociedade civil.
  • O investimento na formação desta liderança ainda é baixo. Como se, por decreto, os profissionais passassem de um modelo ao outro.
  • O movimento caras pintadas e Diretas Já ganham enorme espaço e a democracia passa a ser uma bandeira a tremular em muitos corações.


Em 1982
– durante a realização do 1.º ENAP – Encontro Nacional de Administradores e Psicólogos, foram concedidas as 1as. certificações de especialistas a Doralício Siqueira Filho, Emiliana S Cardoso, Maria Helena Schuck e Paulo Helriguel.

E pela 1.ª vez em nosso País, foi consagrada a atividade de “laboratórios vivenciais” em um congresso de Recursos Humanos, contando no caso com a coordenação de especialistas em Dinâmica de Grupo.

Ainda neste ano Fela Moscovici, inicia o 2.º grupo de Formação na região sul, com sede em Curitiba.

E em 1983, início do 3.º grupo em Porto Alegre, contando com a mesma mestra na coordenação.

A SBDG passa a contar com sua 1ª. diretoria formal sendo seu presidente – Doralício Siqueira. A governança já se instala com funções de administração e finanças, divulgação, comissão científica, de cursos, de divulgação e conselho consultivo.

Lidar e interferir em grupos exige propósito, cuidado e técnica. Os avanços continuam e em 1988 foram aprofundados os estudos para a definição de uma curva de maturidade, com critérios para concessão para Titulações de Coordenador, Especialista e Didata em Dinâmica de Grupo da SBDG.

A década de 80 nos ensinou a não confiar. Talvez esta seja uma expressão forte, mas precisamos olhar nos impactos subsequentes para as relações de trabalho e para a gestão de pessoas.

Um país em recessão vê sua capacidade produtiva diminuir e este cenário deflagra demissões em massa. Os demitidos, para começarmos a conectar as informações que aqui compilamos, são pessoas que, oriundas de um sistema de gestão paternalista, irão perder seus empregos e, pouco treinadas em novas habilidades, sofrerão extremamente com um desemprego nunca imaginado. Trabalho e aposentadoria muitas vezes na mesma empresa.

A forma foi, muitas vezes, “em massa”. Sim, “chama todo mundo e demite !!!!” A relação de confiança ficou extremamente abalada. Talvez nunca tivéssemos olhado para o lado obscuro do termo “recursos humanos” .  A DBM, organização americana que estava no Brasil, contou na sua direção com 2 bons cidadãos: Vicky Block e João Mendes, por desenvolverem projetos desafiadores e inovadores para preservar a integridade humana.

Década de 90

E chegamos exauridos com este processo na década de 90.

Depoimento de Lena Almeida – Turma 1995

Mais do que adquirir conhecimento teórico, a formação em Dinâmica dos Grupos me proporcionou uma jornada de autodescoberta e crescimento pessoal. Além disso, desenvolvi habilidades práticas para facilitar grupos de uma forma mais consciente, incluindo o impacto que posso ter nos grupos aos quais pertenço.

 

Lembrem-se, o presidente Collor de Melo abre os portos às nações amigas, a concorrência chega e fortemente equipada com melhores práticas de eficiência e gestão de pessoas.

E aí veio a reengenharia. O conceito era muito pertinente em um mundo que evoluía e precisa se renovar. O lema era: vamos repensar nossas organizações do zero, para sermos mais efetivos e contarmos com mais recursos para o desenvolvimento de nossas equipes e inovação.

  • Vamos às palavras-chave: Gerencialismo e Globalização: Com a abertura econômica e a globalização na década de 1990, as lideranças no Brasil foram influenciadas por modelos gerenciais mais orientados para o mercado. Líderes buscavam ser mais eficientes, inovadores e orientados para resultados, muitas vezes adotando práticas de gestão empresarial importadas de países desenvolvidos.

    Neste cenário a SBDG continua a expandir e compartilhar seu conhecimento, preparando os líderes para atuarem em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico e complexo.

    Desta forma, em 1992 à luz deste cenário e em face à necessidade de resgate dos primórdios, que originaram a Sociedade, ao celebrar seus 25 anos, foi decidido destacar a caminhada dos 10 primeiros anos, seus precursores, dirigentes e as primeiras titulações, enfatizando um modelo de aprendizagem que teria cada vez mais espaço.

Século XXI

E o século XXI chega. Lembram-se do temor do BUG do milênio? Foi um medo coletivo de que, na virada de 1999 para 2000, os computadores da época não entendessem a mudança na composição da numeração (2000 e não mais 199_) e causassem uma pane geral em sistemas e serviços. Foi um momento bem interessante do ponto de vista dos grupos de trabalho para evitar um caos que se anunciava.

Claro, este trabalho se iniciou aproximadamente 3 a 2 anos, dependendo do estágio de tecnologia de cada organização e foi um momento bem interessante do ponto de vista dos grupos de trabalho que procuravam evitar um caos que se anunciava. Diante de um grande problema, o homem se une e isto passa a ser uma nova competência, o trabalho em equipe. Nada mais intrínseco ao que a Formação aporta.

Quais foram os movimentos:

  1. Treinamento & Desenvolvimento ganha cada vez mais espaço, técnicos e comportamentais. A SBDG passa a passa a contar com lideranças em diferentes níveis organizacionais.
  2. Metodologias Participativas: A abordagem da Dinâmica dos Grupos enfatiza a participação ativa dos indivíduos no processo de aprendizagem e desenvolvimento. A Formação da SBDG trabalha com a andragogia, aprendizagem das adultas e, sempre utilizou, portanto, as vivências em grupos, que permitiam e permitem aos seus alunos experimentarem diferentes situações e praticarem suas habilidades de liderança de forma prática e interativa.
  3. Aprendizado Experiencial: o aprendizado experiencial envolve a reflexão sobre experiências vividas e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. Ao ler os depoimentos de alunos em nossas várias pesquisas, novamente celebramos a coragem de tantos colegas.
  4. Networking e Troca de Experiências: o networking de qualidade e não uma lista com muitos nomes é o resultado de grupos que passam por um processo de aprendizagem individual e em times. Além disto eventos, seminários e workshops promovidos pela SBDG ofereceram sempre oportunidades para os líderes compartilharem conhecimentos, desafios e melhores práticas, enriquecendo assim seu repertório de habilidades e conhecimentos.

Pesquisa e Inovação: Com sua diretoria de Ciência e Educação, a conexão com o NTL e o Instituto Tavistok para a discussão e fomento de pesquisas e estudos para a compreensão de tendências e dos desafios emergentes da liderança e da dinâmica de grupos se faz presentes

Depoimento de Alberto Barbosa – Turma 2002

Agora em abril completa 20 anos que fiz a formação.

Desde a formação atuo como Professor Universitário, consultor de empresas e sou diretor de empresa contábil.
A formação em dinâmica de grupos contribui para melhor entender as relações interpessoais e o movimento de grupos, por exemplo em sala de aula. Quanto a atuação em trabalhos técnicos e de consultoria, a vivência em dinâmica de grupos, contribuiu e ainda contribui para que eu possa entender as qualidades, os problemas e as dificuldades das empresas que atendo através do Escritório de assessoria, bem como na gestão de pessoas, seja interna como externa e ainda o desenvolvimento da liderança, privada e social.

Ah!! Na formação, o que marcou foi a compreensão da filosofia como ferramenta do desenvolvimento pessoal e a compreensão das diferenças entre as pessoas em um grupo.

Depoimento de Camila Reis – Turma 2014

Nos anos seguintes vemos um expresso avanço da tecnologia e a ascensão da economia digital, as demandas sobre os líderes continuaram a evoluir.  Os PCs entram no mercado brasileiro, a internet é criada, uma proliferação de sites e uma nova economia está em ascensão.

Isto também mudará ainda mais como vemos o trabalho e seu significado em nossas vidas.

A SBDG foi para mim um marco tanto pessoal quanto profissional. Trabalho como facilitadora de grupos e entender o funcionamento das pessoas dentro dos grupos, as fases, conseguir fazer uma leitura do momento que o grupo passa, entender mais sobre a teoria por trás de tudo isso me ajuda muito no trabalho. Além disso, me ver como parte e como facilitadora de grupo, entender o meu funcionamento, trazer mais clareza para processos internos e como isso interfere no que eu faço, foi muito importante para meu autoconhecimento e para que eu buscasse aprofundar tudo isso em outros espaços. Como ouvi algumas vezes: “Não é terapia, mas é terapêutico”

Depoimento de Claudiomir Zanchetti – Turma 2015

A dinâmica dos grupos deveria ser uma disciplina básica na jornada acadêmica para qualquer profissão. Venho de uma formação técnica (Ciência da Computação), então a SBDG me ajudou a entender como os grupos funcionam, e principalmente, como eu funciono em grupo. Essa capacidade de leitura e interpretação do próprio comportamento e dos outros, quando em grupo, só é possível mediante a muito estudo e prática nesta área do conhecimento, e isso a SBDG proporciona com maestria.

Depoimento de Camila Muriana C. Barreto – Turma 2019

Em um mundo de constante evolução, onde as habilidades técnicas são essenciais, o desenvolvimento comportamental veio como um farol orientado, iluminando o meu caminho para uma verdadeira transformação pessoal e profissional. Em 2021, tive o privilégio de participar do percurso da SBDG.

Desde o início, ficou claro para mim que este desenvolvimento não era apenas sobre adquirir conhecimento teórico, mas sim sobre uma jornada de transformação interna. Através de exercícios práticos, desenvolvidos em grupo e também reflexões individuais, todos os participantes mergulharam profundamente em seus padrões de comportamento, identificando áreas de força e oportunidades de crescimento.

Ao longo do percurso, ganhei confiança para assumir novos desafios, superar inseguranças e abraçar uma mentalidade de crescimento contínuo. Mais do que adquirir habilidades técnicas, fui equipada com as ferramentas possíveis para prosperar em todas as áreas de minha vida.

À medida que me despedi desta turma extraordinária, senti gratidão por fazer parte de suas jornadas de crescimento. Levarei comigo não apenas as lições aprendidas neste curso, mas também uma nova perspectiva sobre mim mesma e sobre o mundo ao meu redor.

Um agradecimento especial e fraterno a minhas coordenadoras Eliane Rank (Lana) e Helena Sundin que conduziram com sabedoria e paciência nosso percurso.

Depoimento de Felipe Alves – Turma 2019

Participar da Formação da SBDG foi muito importante no meu momento profissional, já que estava vivenciando diversos desafios de liderança como gerente de uma organização. A Formação me possibilitou desenvolver rapidamente diversas competências e destravar muitos bloqueios relacionados a temas como autoconfiança, poder e autoridade, comunicação, leitura de processos grupais, facilitação de atividades em equipe, entre outras. O que mais gostei foi que o formato é extremamente prático e vivencial do início ao fim, mas também, da carga de teoria que dá base para o entendimento do que acontece nas vivências. Como líder de pessoas, me ajudou a amadurecer no trato com a equipe, e em melhorar a minha assertividade na comunicação. Como facilitador, foi um grande ganho de profundidade e prática em como criar e conduzir atividades em grupo, e agora, com um grande embasamento teórico. E por fim, a rede que se forma foi um bônus. São pessoas que depois da formação tive a oportunidade de fazer trabalhos em conjunto, contratar para trabalhos pontuais, receber mentoria, e acima de tudo, hoje são bons amigos que levarei para a vida.

  • Empreendedorismo e Inovação: Nos anos 2000, houve um aumento do empreendedorismo e da valorização da inovação no Brasil. O empreender nasce da consciência de que nada está garantido, sentimento residual de duas décadas de grandes enxugamentos de estruturas organizacionais. Líderes foram incentivados a serem mais empreendedores, assumindo riscos calculados, buscando oportunidades de negócios e promovendo a criatividade e a colaboração dentro de suas organizações.

 

E chegamos a nossa década.

Em meio a guerras, inteligência artificial, clima, pandemia, extremismos e tantas outras questões surge uma necessidade de contarmos com lideranças facilitadoras, aquelas que promovem o aprendizado porque não necessariamente a experiência anterior resolverá os novos problemas em questões básicas de nosso dia a dia e acenam em um horizonte próximo.

 

  • Liderança Transformacional e Consciência Social: Atualmente, há uma crescente valorização da liderança transformacional e da consciência social no Brasil. Líderes são incentivados a serem visionários, inspiradores e a promoverem mudanças positivas na sociedade, além de demonstrarem sensibilidade para questões sociais, ambientais e de diversidade e inclusão.
  • A segurança psicológica: em um contexto de mudanças cada vez mais frequentes e a impossibilidade de prever o futuro com alguma precisão, o stress está presente e, ao mesmo tempo, oculto. As lideranças que forem próximas, justas, antenadas e tiverem um olhar genuíno para o outro terão chances maiores de terem um impacto de fato positivo para si e para a sociedade.

Depoimento de Caroline de Almeida Wojahn – Turma 2022

“A SBDG foi um divisor de águas para mim. Sem dúvidas minha vida fez um giro 360° nesse processo de desenvolvimento, que tanto recomendo. A formação me permitiu entender os meus movimentos e minha autenticidade, e como influenciam nos grupos que faço parte, além de que por muitas vezes fui instigada a mudar de rota e sair da zona de conforto. Hoje facilitar grupos faz parte do meu dia a dia, e percebo grandes evoluções desde a conclusão da formação que ainda reverbera e certamente percutirá por muito tempo. Gratidão pela oportunidade de viver essa bela experiência!”

Neste contexto o exercício da liderança passa a ser ainda maior.

Materializando, vamos pensar na comunicação, uma competência essencial. Ela passou de oral ou por meio de longos memorandos para uma mais factual por e-mail, wapp e em plataformas como o teams.

Depoimento de Anelize Acco – Turma 2022

Iniciei a formação SBDG me olhando com mais profundidade, me conectando e reconhecendo através das técnicas e também através do olhar das demais. Com as colegas, descobrimos juntas sobre grupos através das nossas vivências, dos estudos e das provocações da Coordenação. Me entreguei, emprestei meu olhar às colegas e saí de lá me sentindo preparada para trabalhar com grupos no meu ambiente profissional e contribuir com suas conquistas.

Nem toda organização conseguiu ou priorizou em seu corpo de colaboradores esta análise, convidou-o ao protagonismo e hoje conta com uma equipe que tem desafios de desenvolvimento pela frente.

O conhecimento está a um toque, a conexão entre este conhecimento, a prática, um ambiente de trabalho promissor e o atingimento de resultados não.

Depoimento de Emanuele Boscardin Bonato – Turma 2023

Estar vivendo a Formação através de uma incrível e prazerosa jornada de desenvolvimento e autoconhecimento tem sido fundamental para meu fortalecimento pessoal e profissional.

Nas últimas décadas, tem havido um aumento do interesse por liderança transformacional, sustentável e inclusiva.

A SBDG pode ter respondido a essas tendências oferecendo programas de desenvolvimento de liderança que enfatizam a importância da consciência social, diversidade, equidade e inclusão, preparando os líderes para enfrentarem os desafios sociais, ambientais e econômicos do século XXI.

Nossa organização atua em programas para pessoas que buscam pelo seu autodesenvolvimento patrocinadas ou não por alguma organização e também programas in company.

Conte conosco.
E para fechar esta jornada só podemos dizer que a consciência do mundo em que vivemos nos diz que até a publicação deste ensaio, talvez ele mesmo esteja desatualizado, isto é parte da dinâmica de nosso século.