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A Dinâmica de Grupo, através do exame do funcionamento do grupo, se acreditarmos que o grupo é algo mais além da soma dos indivíduos, possibilita a seus membros uma consciência dos aspectos facilitadores e dificultadores na obtenção dos objetivos a que se propõem enquanto grupo.
O processo grupal ocorre em dois níveis: o manifesto e o latente. Nem sempre estes dois níveis caminham em paralelo, pois, por exemplo, no nível manifesto o grupo reconhece uma estrutura de poder, no entanto, o latente, o subjacente, funciona com uma outra estrutura. A dispersão da energia, na manutenção desta situação faz com que o motivo de existência do grupo não se satisfaça plenamente. Outro exemplo se dá na estrutura de papéis que é criada pelo grupo.
Quanto mais flexível for esta estrutura, possibilitando que seus membros exercitem um maior número de papéis, tanto maior será o nível de satisfação experimentado pelos membros do grupo. O contrário, ou seja, a rigidez, a cristalização dos papéis existentes no grupo, diminui o investimento de energia nos motivos do grupo pois está voltada à manutenção dos papéis, o que pode provocar um maior desgaste. Além disso, ainda nos níveis manifesto e latente, há os papéis que o grupo espera que um indivíduo represente, os papéis que o indivíduo espera representar e os papéis efetivamente representados. A desarmonia destas três expectativas, nos dois níveis, propicia sentimentos de frustração, de não aproveitamento de potencial etc.
Enfim, Dinâmica de Grupo é o estudo destes processos, e outros tantos, objetivando um melhor funcionamento do grupo a partir das consciências individuais. |
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A SBDG adota a Curva de Maturidade como critério e requisito de aprofundamento e complementação técnico-científica, a qual se constitui no programa de credenciamento dos Coordenadores, Especialistas e Didatas em Dinâmica dos Grupos, e orienta a evolução dos associados e sua conseqüente progressão no quadro de associado. |
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Coordenador de Dinâmica dos Grupos
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São requisitos mínimos e cumulativos para o credenciamento de Coordenador em Dinâmica dos Grupos:
I – conclusão do Programa de Formação em Dinâmica dos Grupos;
II – integralização de noventa horas de atividades práticas e supervisionadas, distribuídas de acordo com os seguintes critérios:
a) trinta horas de supervisão individual ou grupal ministradas por supervisor Especialista ou Didata da Sociedade e por ele devidamente comprovadas. O supervisor não deverá ser pai, mãe, avós, irmão, cônjuge ou companheiro (a) do candidato ao título.
b) quarenta e oito horas de atividades de coordenação exercidas em, no mínimo, três grupos distintos, devidamente comprovadas;
c) vinte e duas horas, correspondentes a uma ou mais das seguintes atividades: coordenação de grupos; trabalhos com adultos, que visem aos processos grupais de desenvolvimento e não aos processos de cunho terapêutico, nem de educação formal.
III – aprovação de Relato, elaborado individualmente e acompanhado pelo supervisor, com conteúdo que aborde a compreensão e manejo dos processos grupais referentes a um dos três grupos, previstos na alínea b do inciso anterior, e em que as atividades tenham se desenvolvido em pelo menos 16 horas.
Parágrafo único - Para efeito do disposto na alínea b do inciso II deste artigo, são computadas as atividades de coordenação realizadas após o término do segundo módulo do Programa de Formação em Dinâmica dos Grupos. |
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Especialista de Dinâmica dos Grupos
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São requisitos mínimos e cumulativos para o credenciamento de Especialista em Dinâmica dos Grupos:
I – credenciamento de Coordenador de Dinâmica dos Grupos obtido segundo os requisitos da Curva de Maturidade da SBDG;
II – aprovação de Ensaio Crítico, elaborado individualmente, e acompanhado por Supervisor, cujo conteúdo retrate a experiência pessoal acumulada na condição de Coordenador de Dinâmica dos Grupos;
III - comparecimento diante de uma banca examinadora constituída para este fim;
IV – integralização de novecentas horas de trabalho com grupos, devidamente comprovadas, onde seja possível identificar o manejo de processos grupais e diversidade de experiências (poderão ser utilizadas as horas da titulação para Coordenador);
V – integralização de, no mínimo, sessenta horas de supervisão individual ou grupal ministradas por Didata credenciado da Sociedade, contemplando o desenvolvimento do candidato e respectivo Ensaio Crítico, cumulativas com as utilizadas para titulação de Coordenador. O supervisor não deverá ser pai, mãe, avós, irmão, cônjuge ou companheiro (a) do candidato ao título;
VI – participação em pelo menos um evento científico, na qualidade de apresentador de trabalho que aborde temas grupais, ou na qualidade de Coordenador de Laboratório que contemple processos grupais; ou ainda, ter publicado um artigo científico que verse sobre processo de grupos ou temas diretamente relacionados, em revista indexada ou na Revista da SBDG. |
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Didata em Dinâmica dos Grupos
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São requisitos mínimos e cumulativos para o credenciamento de Didata em Dinâmica dos Grupos:
I – credenciamento de Especialista em Dinâmica dos Grupos, obtido segundo requisitos da Curva de Maturidade da SBDG;
II – integralização de duas mil e quinhentas horas de trabalhos com grupos, devidamente comprovadas, onde seja possível identificar o manejo de processos grupais e diversidades de experiências, podendo ser utilizadas as horas da titulação para Especialista; incluem-se nas duas mil e quinhentas horas aquelas trabalhadas coordenando grupos de formação desde que não ultrapasse 50% do total das horas contabilizadas;
III – parceria com Didata em equipe de coordenação em no mínimo dois grupos do Programa de Formação em Dinâmica dos Grupos nas seguintes condições: 1º grupo, coordenando, no mínimo, 80% dos encontros juntamente com o Didata e, nos demais grupos, em pelo menos, 60% dos encontros;
IV – exercício de cargo administrativo, com mandato efetivamente cumprido, em órgãos da SBDG: na Diretoria, de Diretor ou integrante de Comissão, de Gestor de Núcleo;
V – cumprimento de uma das seguintes atividades:
a) elaboração de trabalho científico que contemple a experiência acumulada no trabalho com grupos; o trabalho será aprovado previamente por um grupo de três avaliadores, formado de acordo com os seguintes critérios: dois Didatas, sendo que um deles deverá ter o título de mestre ou doutor, e um terceiro avaliador mestre ou doutor, em área afim ao tema apresentado, a ser convidado, que não tenha sido coordenado pelo candidato ao titulo; o trabalho será defendido perante banca constituída pelos avaliadores; e ter realizado pelo menos dez horas de orientação devidamente comprovadas, com orientador que seja Didata da SBDG, ou que, não sendo associado da SBDG, apresente o título de mestre ou doutor em área pertinente ao tema.
b) conclusão de mestrado ou doutorado onde tenha apresentado monografia, tese ou dissertação que possa ser considerada por três avaliadores Didatas da Sociedade como contribuição à dinâmica dos grupos;
c) este trabalho será apresentado diante de uma banca composta por 03 (três) Didatas da SBDG. |
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| A Diretoria de Ciência e Educação orientará e acompanhará o desenvolvimento dos programas que compõem a Curva de Maturidade e as atividades de supervisão e orientação neles compreendidas, supervisionará o cumprimento dos requisitos e critérios para obtenção dos credenciamentos decorrentes; elaborará parecer final, bem como se responsabilizará pela formalização e guarda adequada dos documentos, pareceres e qualquer outro registro que faça parte dos processos para obtenção dos títulos da Curva de Maturidade. |
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| O Conselho Deliberativo estabelecerá normas relativas à organização e ao funcionamento dos programas que compõem a Curva de Maturidade, aos critérios e procedimentos para obtenção dos credenciamentos decorrentes e às atribuições e responsabilidades dos supervisores de atividades neles compreendidas. |
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