A Dinâmica de Grupo, através do exame do funcionamento do grupo, se acreditarmos que o grupo é algo mais além da soma dos indivíduos, possibilita a seus membros uma consciência dos aspectos facilitadores e dificultadores na obtenção dos objetivos a que se propõem enquanto grupo.
O processo grupal ocorre em dois níveis: o manifesto e o latente. Nem sempre estes dois níveis caminham em paralelo, pois, por exemplo, no nível manifesto o grupo reconhece uma estrutura de poder, no entanto, o latente, o subjacente, funciona com uma outra estrutura. A dispersão da energia, na manutenção desta situação faz com que o motivo de existência do grupo não se satisfaça plenamente. Outro exemplo se dá na estrutura de papéis que é criada pelo grupo.
Quanto mais flexível for esta estrutura, possibilitando que seus membros exercitem um maior número de papéis, tanto maior será o nível de satisfação experimentado pelos membros do grupo. O contrário, ou seja, a rigidez, a cristalização dos papéis existentes no grupo, diminui o investimento de energia nos motivos do grupo pois está voltada à manutenção dos papéis, o que pode provocar um maior desgaste. Além disso, ainda nos níveis manifesto e latente, há os papéis que o grupo espera que um indivíduo represente, os papéis que o indivíduo espera representar e os papéis efetivamente representados. A desarmonia destas três expectativas, nos dois níveis, propicia sentimentos de frustração, de não aproveitamento de potencial etc.
Enfim, Dinâmica de Grupo é o estudo destes processos, e outros tantos, objetivando um melhor funcionamento do grupo a partir das consciências individuais. |